segunda-feira, 29 de julho de 2013

Vida

Sem tempo medido

A inércia dos velhos
A quietude juvenil

O abraço tem que vir do poço
Olhar e saber que há poça

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O intocável rude

Triste o homem que rouba o esforço
que nega o suor e o drama do outro
Triste o homem que mal sabe falar
faz uso da linguagem de livro fechado

Me ponho a golpear com esse seco continuo
com o mínimo possível de não querer cadeira
Nem areia sob meus pés fizeram diferença
quem margeia o pé da montanha não pode ter névoa

domingo, 14 de julho de 2013

Copo de leite

Quando amor é bilis
quando a noite tenta
no amanhecer sou velho
garganta abaixo
não desate
é figura oculta
na boca que há
veneno nos ossos
gozo sem querer
toco na fonte
às vezes sangra
como uma corda
no pescoço de mais um
as mesmas unhas
nos pentelhos cantam
a mesma boca
do copo se serve
dê uma manhã
ao corpo com fim