terça-feira, 17 de julho de 2012

Mal Paraíso

Maltrapilho pela manhã
sentado enquanto o velho falava
eu ouvia sobre grandes nomes
mas sentia fome do meu próprio
era fome de não ser percebido
de permaner contra o vento
por um segundo arrancar as coisas
um sonho que fosse caos
bocejava contido na religião alheia
vociferrava as recompensas
as banalidades do paraíso
tão bom e ainda aqui?
algo errado na fábulo do tal cristo
suspeitva enquanto o circo seguia
lembro de manhãs em casa
minha ordem desarrumada
meu quarto um útero
engraçado os pássaros no quintal
tinham a liberdade desejada
eu respeitava essa liberdade
selvagem
carregada de libido
e verdadeira

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Paraíso inconstante

Eu levanto
e enterro um sonho
mal começo
e logo termino
Há espaços
instantes que não percebo
Os dias que seguem
em cada vida que finda
Sendo eu no tempo que passa
tardando até quando?
Inócuo é o fim
posto nas indiferenças alheias
Um passo dado
não se olha para trás
Nas pontas de alguns cigarros
um mergulho na garrafa
Por certo
ainda não estou resumido

20/11/08

sábado, 7 de julho de 2012

Calçada

E em cada esquina que passei
o pouco que de mim nelas morreu
das esquinas que faltaram as mãos
que nunca estiveram erguidas
um tropeço na cu dos outros
um murro na cara da classe A
E eu cantei e esqueci o refrão
quando abri os olhos havia sol